Postado por: Francisco Adrião quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Fala galera, Xico aqui! Hoje com um post um pouquinho diferente mas que pode vir a ser comum aqui no blog.


Então, o que acharam do título? Devem estar se perguntado que diabos de título é esse. É o seguinte, eu vejo muita gente falando mal de Tokyo Ghoul, que o Kaneki é uma bicha e que foi um personagem mal construído. Se você acha isso e só assistiu o anime e não leu o mangá, leia o post até o final para eu ver se consigo mudar sua opinião.

A verdade é que como a maioria das pessoas que viu Tokyo Ghoul e Tokyo Ghoul √A, eu achava o Kaneki uma bicha mal construída. Mas então eu fiz algo que iluminou o universo de Tokyo Ghoul. Li o mangá. Abandonei aquela atrocidade que a Pierrot fez com uma obra magnífica e fui conferir o original. E cheguei à conclusão de que essa obra é uma das coisas mais fantásticas que eu já vi na minha vida de otaku.

Agora é a hora de eu explicar o por que o título “Filosofia de um Derrotado”. Convenhamos que o Kaneki é um derrotado. Perdeu o pai, depois a mãe, virou uma criatura comedora de humanos e apanhou feito um condenado em toda a obra. Mas a parte da filosofia é que intriga em Tokyo Ghoul. O mangá tinha tudo para ser o terror psicológico super sanguinário (não que não tenha sido), mas acabou que a parte do sanguinário ficou em segundo plano. A parte psicológica da obra é uma das coisas que mais me atingiu em Tokyo Ghoul. Ishida conseguiu mostrar para o leitor toda a dor e agonia que o protagonista passa. Julgaram o personagem por ele não conseguir comer humanos para não perder a humanidade. Mas será que realmente pensarem bem antes de julgá-lo? Tentei me pôr no lugar de Kaneki e vi que eu também não conseguiria. Imagina: comer minha própria espécie para poder sobreviver e não ter uma outra opção pois qualquer coisa que eu ponho na boca me dá vontade de vomitar. Quase dá para sentir o que Kaneki Ken passou.

E para completar o pacote, tem o canibalismo (Um aviso: se você não leu o mangá ou não viu o anime, cuidado que eu vou dar alguns spoilers. Se não quiser recebê-los pule para Fim dos Spoilers mais abaixo). Kaneki começa a comer ghouls para se tornar mais forte após ter sido torturado. Ele fica louco depois de um tempo. Sua personalidade entra em conflito com a a personalidade dos ghouls que devorou. Isso é uma coisa que não tem tanta importância no anime. Nós até vemos um certo desespero nele, mas não com tanta intensidade quanto no mangá. Em uma das últimas cenas do mangá, Kaneki é confrontado pelo Investigador Arima e fica fora de si. Ele vê seu amigo Hide (no mangá, diferente do anime, não fica claro se Hide está ali ou se é apenas uma ilusão), ouve vozes dos ghouls devorados e Arima consegue derrotá-lo. Arima perfura o crânio de Kaneki e dá a entender que ele morre. É uma cena extremamente dramática. Chega a dar pena de Kaneki pôr chegar naquele e estado e “morrer”.

Fim dos Spoilers

Não sei se ficou claro, mas nesse post eu quis ressaltar o extremo peso psicológico de Tokyo Ghoul, o conflito que o protagonista tem consigo durante a maior parte da obra. Sei que é um modelo de post diferente do comum do blog e nem sei se ficou tão legal, mas eu queria escrever sobre isso já tinha um tempo.

Se você ainda não leu o mangá, recomendo que leia assim que puder. A Pierrot pecou mais do que o aceitável com essa obra, omitindo partes importantes e inserindo outras que se tivessem sido como o original faria do anime um dos meus favoritos.

E se você só leu o mangá e não viu o anime, recomendo que assista para poder avaliar e veja se chega na mesma conclusão que eu cheguei.

Deixem nos comentários aqui ou no post do Facebook pra gente debater sobre isso. Quero saber a opinião de vocês sobre o psicológico de Tokyo Ghoul.

Enfim é isso. Obrigado por ter lido até aqui. Compartilhe se gostou e fique ligado que sexta-feira tem Top 5.


Um abração e até a próxima! o/

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